Programa-piloto do ITAFE no Brasil resulta em mudança de vida
20/3/2006
"Agora eu existo. Estou conectado ao mundo."
— Cliente do programa-piloto Caça-Emprego do ITAFE, São Paulo, Brasil, 2005
As organizações integrantes do ITAFE (IT Access for Everyone, acesso à TI para todos) podem comemorar o aniversário de dois anos da iniciativa no Fórum Econômico Mundial (FEM) deste ano sabendo que sua abordagem de ecossistema da igualdade digital não apenas funciona na vida real, como também tem o poder de transformar vidas.
Em parceria com a maior fundação educacional do Brasil, a Fundação Bradesco, o ITAFE lançou seu primeiro programa educacional de informática e acesso à Internet na comunidade de Osasco, na grande São Paulo, no Brasil, durante o quarto trimestre de 2005. O ITAFE escolheu o Brasil para o programa-piloto depois de amplos estudos de mais de 50 projetos de Tecnologia da Informação e de Comunicações (TIC) em países emergentes em crescimento.
Os resultados do programa-piloto brasileiro foram decisivos para os moradores locais e representaram um grande incentivo para o ITAFE e para futuras comunidades em que são necessárias suas iniciativas.
"Na minha opinião, este curso dá oportunidade às pessoas necessitadas de manter contato com um mundo melhor e — por que não? — sonhar com o aprimoramento pessoal."
O programa de duas semanas, denominado "Caça-Emprego", proporcionou a mais de 200 clientes pagantes valiosos treinamentos em computação e Internet, além de avaliações de aptidões profissionais. Os clientes aprenderam a elaborar um currículo, pesquisar vagas on-line e criar um endereço de e-mail. Também obtiveram informações sobre o mercado de trabalho de sua região e sobre como aumentar suas chances de encontrar um emprego.
E encontraram.
Por meio do programa-piloto, 20 moradores locais conseguiram entrevistas, e três foram contratados. Além deles, 20 pessoas foram treinadas como empreendedores "Agentes de Emprego". Suas tarefas envolveram a ajuda na divulgação do programa Caça-Emprego em toda a comunidade de Osasco, o treinamento de membros de outras comunidades na utilização de computadores e, até, a formação de redes de difusão com funcionários locais para descobrir e divulgar vagas de trabalho em aberto que poderiam ser preenchidas por pessoas formadas pelo Caça-Emprego. Acima de tudo, o programa-piloto trouxe esperança a uma comunidade em que 15% da população vive em extrema pobreza e cujo nível educacional médio vai até a sétima série. Nessas condições, os resultados positivos do programa-piloto são inestimáveis.
E tal sucesso continuará.
"Este curso nos ensina a sermos pessoas melhores. É por isso que peço que continuem com esses cursos. Esta comunidade é pobre."
O programa-piloto do ITAFE de São Paulo foi prorrogado indefinidamente, visando atender à demanda - o que significa que mais moradores locais terão a oportunidade de aprimorar sua vida. O programa continuará com o apoio da Fundação Bradesco e sendo custeado por doações extras de membros do ITAFE.
Além do fato de que o programa-piloto Caça-Emprego melhorou a vida dos residentes de São Paulo, o ITAFE pôde compreender, de maneira valiosa, a comunidade que atendeu - aprendendo não só sobre o impacto positivo do treinamento educacional em Internet, como também a importância de uma infra-estrutura de avaliação de necessidades, campanhas de marketing eficientes para conquistar apoio aos programas, o envolvimento de membros da comunidade e organizações de confiança, e a relevância de um organizador de rede tão confiável quanto a Fundação Bradesco.
Contudo, os verdadeiros benfeitores são pessoas de nações emergentes em crescimento que logram beneficiar-se do êxito do programa-piloto Caça-Emprego da ITAFE.
As seguintes organizações são membros-fundadores do ITAFE: Accenture, AMD, Cisco, Dell, Intel, Philips Electronics
As seguintes organizações fizeram doações de recursos financeiros significativos para a iniciativa: Institute for Connectivity in the Americas, BMC Software, Ingram Micro, Synopsys, VeriSign
As seguintes organizações contribuíram com recursos e tempo como auxílio à iniciativa: Fundação Bradesco, CSG, Global Learning Ventures, DiamondCluster International, Salvetti & LLombart, Digital Vision Fellowship Program da Stanford University, MobileMedia, Research International, Recherche, ESDI, Tritone e ABAFilmes