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DAVOS 2006: LÍDERES DO SETOR DE TI AFIRMAM QUE OS SERVIÇOS FINANCEIROS SÃO ESSENCIAIS PARA A INCLUSÃO DIGITAL
30/3/2006

Fórum Econômico Mundial Davos, Suíça — Os líderes do setor de tecnologia da informação e de comunicações que participaram em janeiro deste ano da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial (FEM) em Davos, na Suíça, afirmaram que buscar formas de oferecer serviços financeiros a populações de mercados de alto índice de crescimento está no topo da lista decrescente de desafios a serem enfrentados para acelerar o ritmo da adoção de tecnologia em todo o mundo.

Os líderes do setor, que engloba o grupo de representantes de TI do FEM, resumiram os resultados de uma série de reuniões em um relatório entregue às delegações que participaram da Reunião Anual deste ano. Embora o relatório apresente detalhadamente os principais desafios para cumprir com a promessa de inclusão digital no mundo, os serviços financeiros foram considerados um fator importante. Isso inclui não apenas microfinanças, mas também o desenvolvimento de novas formas de detectar e evitar roubos de identidade, fraudes e lavagem de dinheiro.

No entanto, o relatório destacou-se igualmente pelo que não incluiu — uma discussão sobre a necessidade de novos tipos de produtos ou soluções tecnológicas.

"Em sua maior parte, a tecnologia já está disponível," disse o Presidente-executivo e CEO da AMD, Hector Ruiz, sobre o 50x15 Connections. Ruiz tem atuado como representante de TI do WEF desde que a AMD se tornou membro do Fórum há 3 anos. Este ano, a pedido dos organizadores do Fórum, Ruiz também liderou o grupo de representantes de TI e ajudou a definir as questões a serem abordadas por esses executivos.

"Nós podemos aprimorar a tecnologia e criar novos métodos de implementação, de forma semelhante ao modo como a AMD está levando a tecnologia a lugares como a Ásia, o Oriente Médio, a África, a Rússia e a América Latina", continuou Ruiz. "Nós já temos a tecnologia apropriada para a tarefa. Agora basta continuar trabalhando nos modelos comerciais."

Em Davos este ano, uma reunião de representantes de TI transformou-se em uma sessão conjunta com os representantes de Serviços Financeiros. O objetivo era aprender mais sobre o papel que cada setor poderia desempenhar para ajudar a levar serviços financeiros aos mercados em desenvolvimento e criar um plano estratégico inicial para isso.

"Entre a meia dúzia de propostas de estudos de caso para esforços de cooperação de ambos os grupos de diretores executivos, os participantes concordaram que têm interesse em reduzir os custos de serviços financeiros em "comunidades menos privilegiadas", como foi citado pelos representantes de TI em seus relatórios. "…Muitos bancos do primeiro mundo ficariam gratos se fosse encontrada uma solução através dessa colaboração, especialmente considerando-se que o custo das remessas em zonas rurais ainda é um problema a ser resolvido."

Os representantes também se comprometeram a responder às seguintes perguntas:

  • Um banco deve abrir necessariamente uma agência em um vilarejo, ou ele pode operar através de seus parceiros?
  • É possível usar um terminal POS em uma loja local ou deve ser instalado um novo ATM para depósitos que custarão um décimo dos ATMs atuais?
  • A colaboração pode criar uma plataforma padrão para atender a 200 ou 300 parceiros de microcrédito, de modo a estabelecer um modelo escalonável e de custo eficaz?

Como os leitores do boletim informativo 50x15 Connections sabem, uma das ênfases da iniciativa 50x15 da AMD é a necessidade de estabelecer um ecossistema de parceiros para assegurar o sucesso de qualquer programa de inclusão digital. Esse ecossistema deve incluir um conjunto completo de serviços oferecidos pelo setor, por ONGs, organizações sem fins lucrativos e vários órgãos do governo a nível local, nacional, regional e global. Desde o início, isso incluiu organizações de microfinanças — tais como aquelas com as quais a AMD vem trabalhando no Brasil, na Ásia, na China e em outras regiões — que podem ajudar a financiar o desenvolvimento da infra-estrutura e que podem servir de recurso para empresários locais.

A experiência da AMD mostrou que o envolvimento de uma organização de microfinanças é fundamental para criar um esforço de longo prazo e sustentável, que continue colocando a tecnologia à disposição de pessoas em todo o mundo nos próximos anos.