A jornada NEPAD continua...
12/6/2007
A Fase 1 caminha a todo vapor, agora com alunos de mais quatro países capacitados com as soluções de TIC (tecnologia da informação e de comunicações).
Possivelmente, alguns de vocês se lembram do nosso artigo de setembro sobre o trabalho com a Iniciativa em Escolas Virtuais da NEPAD (New Partnership for Africa’s Development - novas parcerias para o desenvolvimento da África), cujo objetivo é preparar a África para o futuro, transmitindo habilidades e conhecimentos de TIC à nova geração, que constitui a maioria da população africana, para permitir-lhes participar e atuar em pé de igualdade na economia global emergente e na sociedade da informação do século XXI. Em setembro, havíamos acabado de concluir implantações em três escolas de Uganda e fizemos alusão a outros projetos em andamento. Temos o orgulho de informar que nosso trabalho com a NEPAD progrediu significativamente desde então, com novas implantações praticamente concluídas nos países da África Ocidental - Burkina Faso, Senegal, Mali e Gabão!
Como líder de um dos cinco consórcios à frente da iniciativa, a AMD tem trabalhado com a NEPAD e demais parceiros para implantar tecnologia em todo o continente. Quando esta primeira fase estiver concluída, os cinco consórcios terão equipado 96 escolas africanas com recursos de computação e acesso à Internet. Embora haja, sem dúvida, muitas outras escolas a conectar e capacitar, a cada etapa são oferecidas oportunidades valiosíssimas aos alunos. Além disso, os conhecimentos que estamos adquirindo sobre como combater da melhor forma a exclusão digital na África são inestimáveis, e o sucesso demonstrado nessa fase será estendido como parte de uma proposta mais ampla na segunda fase.
Implantar soluções de TIC em escolas de toda a África ou em qualquer outro local com esse objetivo é algo mais complexo do que colocar computadores em uma sala e fazer todas as conexões. Nesse grupo de implantações, enfrentamos muitos desafios, inclusive limitações de infra-estrutura, como prédios antigos, pouca ou nenhuma condição de segurança, a barreira do idioma (Mali, Burkina Faso, Senegal e Gabão são países cuja língua nativa é o francês) e acesso intermitente à eletricidade ou mesmo ausência total de conexão com a rede.
Para superar esses desafios, trabalhamos com um amplo ecossistema de parceiros, para assegurar que tenhamos a combinação certa de experiências para a implantação de laboratórios confiáveis e sustentáveis por muitos anos no futuro. Por exemplo, uma escola em Burkina Faso não possuía qualquer rede elétrica – nesse caso, trabalhamos com a Inveneo (www.inveneo.org), parceira com a qual já trabalhamos em muitas outras implantações na África, para implantar uma solução solar para o fornecimento de energia ao laboratório. Outros membros do nosso ecossistema incluem provedores de conteúdo local, como CompuTainer (www.computainer.com) e Learnthings (www.learnthings.co.za/), para garantir a oferta de materiais didáticos adequados, conectividade e televisão via satélite, programas de treinamento de professores, instalação, treinamento e suporte.
Reunir o conjunto certo de parceiros foi a mesma técnica que já havíamos adotado com todas as nossas implantações anteriores da Iniciativa 50x15, e que continua a ser um sucesso. Muitas mãos e mentes se envolvem em uma implantação, garantindo que cada projeto traga o máximo benefício possível à comunidade.
Embora mais 15 escolas tenham agora acesso ao conhecimento universal com o uso da TIC, nosso trabalho com a NEPAD ainda não está concluído. Para concluir esta primeira fase do nosso compromisso com o projeto Iniciativa em Escolas Virtuais da NEPAD, estamos iniciando o trabalho em Camarões! Você vai perguntar qual é o próximo passo... Mantenha-se sintonizado e você saberá...
Para obter informações atualizadas sobre a implantação em Uganda, visite http://www.50x15.com/uganda e faça download do Resumo do Laboratório de Aprendizado.
Informações rápidas sobre Burkina Faso, Gabão, Mali e Senegal (como consta em www.wikipedia.org):
Burkina Faso é um país sem litoral, situado na África Ocidental, que faz fronteira com Mali ao norte, Níger ao leste, Benin ao sudeste, Togo e Gana ao sul e Costa do Marfim a sudoeste. Até 1984, o país era conhecido como República do Alto Volta, mas seu nome foi mudado pelo presidente Thomas Sankara, passando a significar “terra de pessoas honradas” em Moré e Dioula, os principais o idiomas nativos falados no país.
Gabão tornou-se independente da França em 17 de agosto de 1960 e é conhecido oficialmente como República Gabonesa. O Gabão está situado na África Ocidental e faz fronteira com Guiné Equatorial, Camarões, República do Congo e Golfo de Guiné. Embora a música do Gabão talvez não seja tão conhecida como a de países considerados como gigantes regionais, como Camarões e a República Democrática do Congo, o país produz diversos estilos populares. Os instrumentos populares do Gabão incluem a obala, o ngombi, o balafon e tambores tradicionais.
Mali é o sétimo maior país da África. Faz fronteira com a Argélia ao norte, Níger a leste, Burkina Faso e Costa do Marfim ao sul, Guiné a sudoeste e Senegal e Mauritânia a oeste. Os nomes do país e de sua capital têm origem na fauna da região. O nome Mali vem da palavra da língua bambara que significa "hipopótamo", e a capital Bamako tem a origem do seu nome na palavra do mesmo idioma que significa “local de crocodilos". Embora o idioma oficial seja o francês, o bambara é a língua mais falada em Mali.
Senegal é um país da África Ocidental com cerca de 11 milhões de habitantes. O Senegal faz fronteira com o Oceano Atlântico a oeste, Mauritânia ao norte, Mali a leste e Guiné e Guiné-Bissau ao sul. Devido à sua localização costeira, a pesca é um componente importante da dieta desse povo. O amendoim é seu principal produto agrícola, e os senegaleses fazem sucos muito apreciados de uma planta chamada bissap (um gênero com cerca de 200 espécies de plantas floríferas), de gengibre, do fruto do baobá, também conhecido como fruta-pão-de-macaco, ou de outras frutas e árvores silvestres. As sobremesas são tradicionalmente muito saborosas e doces, combinando ingredientes nativos com o estilo e a extravagância da culinária francesa.